
A presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado de São Paulo (SISPESP) e Diretora de Assuntos da Mulher da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), Kátia Rodrigues (Katita), participa, juntamente com Força Sindical, desde a última segunda-feira (29/06), do Curso de Formação "Negociação Coletiva e Igualdade de Gênero no Mundo do Trabalho" – Módulo II, promovido pelo Ministério das Mulheres, por meio da Secretaria Nacional de Autonomia Econômica. A capacitação, que se estende até quinta-feira (02/07), acontece no auditório do Detran, em Brasília (DF), e reúne dirigentes sindicais de todo o país para aprofundar estratégias de incidência feminina nos processos de negociação coletiva.
Com base em materiais da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e em experiências de organizações sindicais da América Latina, o curso tem como objetivo geral fortalecer a participação das mulheres nas estruturas sindicais e ampliar sua capacidade de formulação de pautas, diagnósticos e cláusulas de convenções e acordos coletivos com perspectiva de gênero. A programação inclui mesas temáticas, trabalhos em grupos e simulações de negociação, abordando desde normas internacionais sobre igualdade e não discriminação até a construção de estratégias concretas para o enfrentamento das desigualdades no mundo do trabalho.
Na abertura do evento, na segunda-feira (29), foi realizada uma breve recuperação dos conteúdos do Módulo I, seguida do alinhamento de expectativas e da apresentação da metodologia de trabalho. Já na terça-feira (30), as participantes irão socializar os resultados dos intermódulos, com troca de experiências e identificação de desafios comuns nas diferentes categorias. À tarde, a economista Patrícia Pelatieri, do DIEESE, conduzirá uma mesa sobre negociação coletiva e relações de trabalho, abordando conceitos fundamentais, diferenças entre instrumentos normativos e o papel das entidades sindicais no enfrentamento das desigualdades de gênero.
O dia 1º de julho será dedicado à construção de pautas e estratégias de negociação. Pela manhã, representantes da OIT apresentarão as convenções internacionais sobre igualdade salarial, trabalho de igual valor e promoção da igualdade, além de discutir possibilidades de incorporação dessas normas na negociação coletiva. Na sequência, os grupos trabalharão na elaboração de estratégias de negociação a partir de contextos reais de cada categoria. À tarde, será realizada uma simulação de negociação coletiva em três rodadas, com inversão de papéis entre representação sindical, patronal e observadoras, permitindo às participantes exercitar argumentação, identificar obstáculos e avaliar o tratamento das questões de gênero nas negociações.
O encerramento do curso, na quinta-feira (02), será marcado pela construção de um plano de ação coletivo, no qual as participantes definirão prioridades para atuação nas bases sindicais, estratégias para fortalecimento da participação das mulheres nas negociações e planejamento de atividades de formação e incidência nas categorias. Também está prevista a elaboração de materiais de apoio e a articulação de uma rede de troca entre as participantes, com identificação de temas para aprofundamento futuro.
Para a presidenta do SISPESP, Kátia Rodrigues, a capacitação representa um passo essencial na luta por um serviço público mais justo e igualitário. "Estar aqui, trocando experiências com sindicalistas de todo o Brasil e aprendendo com referências como a OIT e o DIEESE, é fundamental para levarmos para nossa base ferramentas concretas que promovam a equidade de gênero nas negociações coletivas. O SISPESP reafirma seu compromisso com a valorização das servidoras e com a construção de um ambiente de trabalho onde todas e todos tenham os mesmos direitos e oportunidades", destacou Katita.
A participação do SISPESP no curso reforça a atuação estratégica do sindicato na defesa dos direitos das servidoras públicas e na promoção de pautas que enfrentam as desigualdades estruturais no mundo do trabalho. A entidade segue mobilizada para levar os aprendizados do módulo para sua base, contribuindo para negociações coletivas mais inclusivas e para a valorização de todas as trabalhadoras e trabalhadores do serviço público estadual.
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