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Pazuello evade-se da CPI após ataque de nervos no ensaio

  • IMPRENSA
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  • MAI 2021
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  • 74

 

Em “O Globo”, a jornalista Malu Gaspar esclarece por que o ex-ministro da Saúde de Bolsonaro, Eduardo Pazuello, fugiu do depoimento na CPI da Pandemia do Senado, marcado para hoje.

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello já planejava não comparecer à CPI da Covid desde o final de semana, quando participou de um media training para se preparar para o depoimento (v. Com medo, Pazuello já planejava não ir à CPI da Covid desde o final de semana, 04/05/2021).

De acordo com pessoas que estiveram com ele, Pazuello estava muito tenso e preocupado com a possibilidade de ser preso logo após depor. ‘Ele tremia’, contou uma testemunha do treinamento”.

Tremia de medo com a possibilidade de ser preso?

Mas quem falou, ou aventou a hipótese, de Pazuello ser preso na CPI?

Ninguém.

Era, portanto, algo que estava dentro dele – e não fora, pois não havia essa possibilidade, como não há. Até porque o sujeito para ser preso durante um depoimento em uma CPI precisa cometer um desacato grande – nem um pequeno desacato é suficiente para isso.

Então, de que Pazuello tinha (e tem) medo? Por que ele tremia? Do que ele acha que é culpado? Dos milhares de mortos da pandemia que poderiam estar vivos, não fosse o desastre que ele e Bolsonaro promoveram?

Outra vez: de que Pazuello tem medo?

De tudo, pois não consegue explicar coisa alguma.

Por exemplo, “ao longo da sessão, o ex-ministro demonstrou dificuldades em explicar a função de seu ex-assessor, Marcos Marques, conhecido como Markinhos Show, e detalhes dos contratos que assinou”.

Markinho (sem o “s”) Show é um marqueteiro e hipnólogo (?) contratado por Pazuello para cuidar da sua imagem quando era ministro da Saúde, com o objetivo de candidatar-se a senador pelo Estado do Amazonas. O feiticeiro contratado – aliás, marqueteiro – foi um fracasso, mas não se pode culpá-lo: com Pazuello seguindo a catástrofe de Bolsonaro, como poderia ser diferente?

Porém, Pazuello está começando a achar que vai ser atirado, por Bolsonaro, no mar – ou em lugar pior. Pode ser apenas paúra – aquela espécie de paúra ou de frouxura, que faz com que o sujeito ache que seu protetor tem superpoderes para blindá-lo, quando, na verdade, está quase tão acuado quanto o protegido.

Mas, em se tratando de Bolsonaro, talvez a desconfiança de Pazuello não seja de todo infundada:

Nos últimos dias, Pazuello tem apresentado oscilações de humor, por achar que o círculo próximo de Jair Bolsonaro planeja abandoná-lo em algum momento.

Como exemplos disso, aponta o fato de estar tendo dificuldades para obter documentos com a gestão de seu sucessor, Marcelo Queiroga, para embasar algumas de suas defesas à CPI.

Segundo Pazuello contou a interlocutores, nem ele e nem seu ex-secretário-executivo, Elcio Franco, recolheram todos os documentos de que precisariam ao deixar o ministério.

Outro fato que deixou Pazuello cabreiro com o entorno de Jair Bolsonaro foi a recente entrevista do ex-secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, à revista Veja.

Na entrevista, Wajngarten disse que houve ‘incompetência e ineficiência’ do ministério da Saúde em adquirir vacinas, e afirmou que guarda documentos que comprovam a leniência de Pazuello na negociação com a Pfizer, primeira empresa a oferecer vacinas ao governo federal.

O ex-secretário, porém, procurou eximir o presidente de qualquer responsabilidade sobre os atrasos na aquisição de vacinas, o que deixou Pazuello desconfiado de que houvesse uma armação do Palácio do Planalto para deixá-lo pelo caminho.

O treinamento fornecido ao ex-ministro no final de semana foi uma forma de o entorno de Bolsonaro demonstrar apoio a Pazuello, um sinal de que não será abandonado”.

COMANDO

Os ataques de nervos de Pazuello, durante os ensaios para o depoimento na CPI, despertaram a atenção, também, do comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e de outros altos oficiais das Forças Armadas.

Pazuello fora advertido várias vezes de que sua atuação no Ministério da Saúde – e, portanto, seu depoimento à CPI da Pandemia – nada tinham a ver com o Exército e sua condição de oficial militar.

Entretanto, “o comportamento do ex-ministro nos treinamentos prévios à CPI, no final de semana, deixou os militares preocupados (v. Malu Gaspar, Comandante do Exército trabalha para descolar imagem de Pazuello de militares na CPI da Covid, 05/05/2021).

Num dos momentos de maior tensão, o ex-ministro se exasperou e começou a dizer que não iria admitir ser abandonado, por que estava cumprindo uma missão como oficial da ativa.

A expressão acendeu um alerta no Exército, preocupado com a forma como Pazuello pudesse descrever sua atuação no ministério. Foi por isso que, além de reforçar a ordem para que Pazuello não ostentasse seu vínculo com a força no depoimento, o comandante Paulo Sérgio decidiu também procurar o senador Omar Aziz”.

O general Paulo Sérgio é velho conhecido do senador Omar Aziz, presidente da CPI do Senado, pois foi comandante da 12ª Região Militar, em Manaus, na época em que Aziz era governador do Amazonas.

Então, conversaram sobre o problema de Pazuello na segunda-feira (03/05) à noite. O general recebeu do senador a garantia de que Pazuello seria interrogado apenas “como ministro e não como general ou militar – a pessoa física e não a pessoa jurídica”.

O comandante do Exército já determinara a Pazuello que não fosse depor usando farda, mas trajes civis.

Quanto aos coronéis contaminados com o coronavírus, que teriam estado com Pazuello – e que foi o alegado motivo do adiamento de seu depoimento na CPI – soube-se, finalmente, o nome de um deles: trata-se de Elcio Franco, que foi secretário-executivo (ou seja, vice-ministro) de Pazuello na Saúde.

Elcio Franco estava alocado no Planalto e fazia parte da equipe que preparava o depoimento de Pazuello.

Foi durante o malfadado treinamento do final de semana que Franco teve contato com Pazuello – o que provocou a alegação para o adiamento.

A função do treinamento, portanto, de um jeito ou de outro, foi arrumar um motivo para o adiamento do depoimento de Pazuello.

Alguns parlamentares comentaram, na mídia, que o mais sem sentido no adiamento é Pazuello ou o governo acharem que a situação estará melhor para eles daqui a duas semanas.

Fonte: Hora do Povo

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